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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A verdade sobre a mentira de Lance Armstrong

Documentário revela anatomia da mentira de Lance Armstrong


Alex Gibney conta em 'The Armstrong Lie' como ex-ciclista manteve por anos a mentira sobre o uso de doping: 'ele usava o câncer como escudo'


Armstrong documentário decepção ciclismo (Foto: Reprodução/Youtube)


A farsa do ex-ciclista Lance Armstrong vai ganhar as telas dos cinemas americanos no próximo mês. "The Armstrong Lie" conta, na visão do diretor americano Alex Gibney, a "anatomia da mentira": como muitas pessoas querem acreditar na bela mentira em detrimento da terrível verdade do sete vezes campeão da Volta da França graças ao uso de doping. 

'A Mentira de Amstrong" é mais um documentário polêmico de Gibney. "Eron, Os Mais Espertos da Sala", sobre a corrupção no ramo do petróleo, foi indicado ao Oscar. "Taxi to the Dark Side" revelou as torturas nas prisões americanas no Afeganistão, Iraque e Cuba. "Roubamos Segredos - A História do Wikileaks" é seu filme mais recente. O diretor chegou a finalizar um filme sobre a volta às competições de Armstrong dois anos antes, após se recuperar de um câncer, chamado "The Road Back" ("A Estrada de Volta"). Mas diante dos acontecimentos, tudo mudou.
- Eu estava interessado nas razões puras e no lado escuro das vontades dele. Ele era uma pessoa que faria de tudo para vencer - disse Gibney, em entrevista ao jornal inglês "The Guardian". 
O diretor contou que no final de 2012 Armstrong se sentia pressionado com as acusações de doping e pensava em contar a verdade. Ele disse ao ex-ciclista que continuasse a lutar, e ouviu como resposta a segunte frase: "Bem, a mentira não é longa o bastante". Diante da possibilidade da confissão, Gibney tentou convencê-lo a registrá-la em seu filme. Mas Armstrong tinha pressa e decidiu se abrir à apresentadora Oprah Winfrey em janeiro deste ano.  
- Acho que ele entrou em pânico. Ele postou algo no Twitter dizendo "Estou pronto para contar tudo". Mas as respostas eram terrivelmente negativas. Então ele pensou - e ele estava certo - que estava perdendo o seu eleitorado. Ele tinha que fazer algo rápido, e tinha que ser grande. E Oprah era sua vizinha no Havaí.
Para Gibsey, Armstrong usava o câncer que superou como uma espécie de escudo:
- Sem dúvida era um escudo incrivelmente eficiente. Mas eu não acho que era falso, como alguns críticos diziam. Ele sentia que tinha licença de fazer aquilo porque ele se importava com os sobreviventes do câncer e dava dinheiro a eles. Então, ele criou a sua bela mentira, e quando foi descoberto, de repente o Senhor Perfeito se transformou no Senhor Horrível, e tudo o que ele tinha feito era terrível, e isso não é minha visão de humanidade.

fonte: http://glo.bo/1b6J3Yr

sábado, 1 de dezembro de 2012

Técnico da Seleção Brasileira de Ciclismo de Estrada denuncia dopping e CBC ignora e o demite

fonte: ESPN

 

Confederação brasileira lava as mãos e não investigará denúncia de doping no ciclismo

 
Agência Estado
José Luiz Vasconcellos preside a CBC desde 2005
José Luiz Vasconcellos preside a CBC desde 2005
 
 
A declaração em rede nacional causou polêmica e até demissão, mas a Confederação Brasileira de Ciclismo decidiu lavar as mãos e sequer investigará a denúncia de doping feita pelo então técnico da seleção nacional de ciclismo de estrada, Antonio Carlos Silvestre. "Não, não faremos nada em relação a isso", disse o presidente da CBC, José Luiz Vasconcellos, em entrevista ao ESPN.com.br.
 
Na visão da entidade, as palavras de Silvestre ao programa Fantástico, da "TV Globo", no último dia 28 de outubro, não têm fundamento. O treinador, desligado três dias depois da entrevista, questionou a queda de rendimento dos atletas quando a serviço da seleção em comparação a seus desempenhos nos clubes e cravou o motivo: "É doping!".
 
"Eu estou falando como técnico da seleção brasileira, de atletas que vivem um período fantástico nos clubes e quando vêm para a seleção para correr fora, o rendimento cai. Mas cai por quê? Por que deixou de treinar? Não, muito pelo contrário. Quando vêm para a seleção, ficam 15, 20 dias treinando. Treinam mais, e quando chegam nos eventos internacionais e não... e baixam. Certo? Então, você diz o quê? Por quê? A palavra é? É doping!", afirmou Silvestre à reportagem da "Globo".
 
No cargo desde 2005 (reeleito em 2009), o presidente da CBC refuta qualquer possibilidade de uso de substância proibida por parte dos atletas e rebate a colocação de Silvestre citando títulos. "Não vejo onde cai o rendimento. Nós fomos campeões de estrada e de pista no último Pan-Americano de ciclismo", disse.
 
Ele refere-se à competição disputada em março de 2012 em Mar del Plata, na Argentina, na qual o Brasil conquistou seis medalhas - uma delas de ouro.
 
No entanto, quando a disputa fica mais acirrada, o país vai mal. Na Olimpíada de Londres, meses depois, a melhor classificação verde-amarela no ciclismo de estrada [que tinha o comando de Silvestre], por exemplo, foi a de Clemilda Fernandes Silva, com o 23º lugar; no masculino, Murilo Fischer acabou apenas em 32º.
 
Sobre a demissão do então técnico de estrada, Vasconcellos coloca que não era possível manter um profissional que não confia nos ciclistas às vésperas de se iniciar um novo ciclo olímpico. "Não dá para trabalhar se não têm um bom relacionamento", encerrou.
 
Procurado pela reportagem, o técnico Antonio Carlos Silvestre disse que, ao menos por enquanto, não se pronunciaria sobre a polêmica, recusando-se a dar qualquer detalhe mais específico sobre a acusação que fez. Murilo Fischer chegou a atender à reportagem, mas desligou e não mais respondeu às ligações.